À minha Maria Luísa

Tudo teve inicio aos 15 anos quando perdi uma das mulheres da minha vida, a minha Maria Luísa. Avó, doente desde sempre, superou sempre cada dor que tinha, andava comigo às cavalitas enquanto os ossos das costas dela estalavam, a pessoa que me via a correr de casa e dizia "Não te metas nos arbustos das amoras!" e quando eu voltava com as mãos e boca manchadas de amora dizia "Ainda bem que não foste às amoras" e sorria.

Ia e vinha do hospital, com os altos e baixos que as doenças lhe davam, sempre com um sorriso. Naquele dia ela ligou a dizer que ia sair do hospital, o destino trocou o caminho e acabou por sair pela porta errada. Nesse dia em vez de a ir buscar com meus pais, fiquei no carro enquanto meu pai e tia iam à morgue tratar dos papeis do hospital.

Fingi ser forte para apoiar meu pai.
No velório descobri que não tinha sido apenas um anjo para mim, toda a aldeia queria dar um ultimo adeus à Maria Luísa. Ajudei a afastar as pessoas para que os senhores da funerária pudessem passar. Infelizmente não repararam que me tinha entalado entre o móvel da sala e o caixão de minha avó... e abriram no mesmo ali. Aí sim senti o chão a cair, e aí sim entendi a sensação do adeus.

Assim que consegui sair, fui porta fora apanhar ar, estava minha prima a chorar. Não lhe quis dizer que estava mal, não disse a ninguém durante um ano... tudo me fazia lembrar a minha Maria Luísa, os cheiros, as cores...

Fui me abaixo, comia normalmente, mas o organismo estava tão desregulado que não retinha nada, e fui emagrecendo, emagrecendo até que aos 16 anos tinha 38 quilos. Análises tudo ok, aviso de que se emagrecesse mais um pouco que fosse podia entrar em coma... e foi aí que detetaram anorexia nervosa. Isto é, por mais que eu comesse, o meu organismo não retinha. Com a ajuda de uma psicóloga lá fui conseguindo gerir melhor o sistema nervoso, fui ganhando peso...até ter um peso saudável.

Desde então que queria fazer uma tatuagem em homenagem à minha Maria Luísa, ao meu norte, e eis que com a ajuda da Ink & Wheels, e do Daniel (o tatuador), já tenho essa homenagem de que tanto me orgulho.

Nota: Por enquanto guardo a tatuagem em quase segredo, pois quem sabe são minha besties, meu querido marido e vocês.



ACMA || Futuro

Ai senhores que estou de volta e começo logo com um ACMA!
Ui o futuro, o que é o futuro?! O que sei é que futuro é aquilo que começa logo a seguir ao presente e vai até ao infinit0 e mais além!

ACMA | Casamento: Loading... 94,8%

No projeto ACMA desafiaram-me a criar um artigo sobre celebração, e como não podia deixar de ser, e faltando um mês certinho para o grande dia, falo-vos de toda a preparação do meu casamento!

As festas da Terra


E eis que chegam as festas da terra, a malta que foi morar para fora, volta durante esta semana para curtir a festa caramela ao mais alto nivel, rever antigos amigos, conviver um bocado.

São nestas festas também que ouvimos muito, coisas como:

  • Versão gajo: "Olha quem é ele?! Então seu paneleirão como é que andas, foste lá para Lisboa, um gajo nunca sabe de ti!"
  • Versão gaja: "Raquel?! Raquel!!! Ena pá como estás tu, toda giraaaaa. Só ginásio não?"
  • Grupo de amigos, no inicio ao entrarem para o recinto de festa: "Então como é? Comemos qualquer coisa no pátio caramelo, daí vamos pelas tasquinhas que nem rota das ginginhas e cervejas. Logo vai estar o Toy a cantar, e vamos para a fila da frente avacalhar aquilo tudo, e o gajo vai alinhar. Seguimos para o pátio caramelo novamente e curtimos o DJ"

Depois existem as pessoas como eu

Float Fit / Holmes Place

Foto retirada de timeout.pt
Fui enganada!

Assim falando curto e grosso, fui enganada sim senhor! Eu a pensar que aquilo era uma aula tranquila, algum como sendo um yoga aquático, e é tudo menos isto, a única coisa em comum é que é na água.

ACMA | My hobbies

Os dias têm 24 horas, mas nem sempre temos tempo para tudo. Com o evoluir da vida, tive de adaptar os meus hobbies ao escasso tempo livre que vou tendo.

Blank Page #3

Quem é que ainda se lembra destas páginas em branco que vou escrevendo?

Cá vai mais uma página da vida de alguém, talvez tu, talvez eu.